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Redes e Telecom

A importância da documentação e regularização de redes ópticas


A documentação precisa e atualizada do projeto da rede de fibra óptica é fundamental para garantir a operação e manutenção adequadas do serviço de internet. Nosso head de projetos de rede óptica, Mário de Lira Pinto, com a experiência de mais de 40 mil quilômetros de redes projetadas, documentadas e regularizadas em todo o Brasil, fala sobre as vantagens de ter sua rede certificada, como investimento e garantia de permanência no mercado.



A internet é um dos serviços mais importantes e essenciais para a sociedade atual. Comunicação, negócios, educação, saúde, entretenimento e conveniência são alguns exemplos do universo de funções proporcionadas pela web. No entanto, para garantir um serviço confiável e de qualidade, é imprescindível que os provedores tenham suas redes bem documentadas.


A documentação precisa e atualizada do projeto da rede de fibra óptica é fundamental para garantir a operação e manutenção adequadas do serviço. É através dela que os técnicos identificam com mais agilidade as causas dos problemas na rede, o que pode evitar interrupções prolongadas do serviço, além de permitir a realização de atualizações e expansões com eficiência.


Além da documentação da rede, é crucial que os provedores de internet obtenham todas as autorizações necessárias para o uso de postes nas concessionárias e distribuidoras de energia elétrica e uso de faixa de domínio em travessias e implantações longitudinais no caso de rodovias, estradas vicinais e outras. Essas autorizações são necessárias para que os provedores possam instalar e manter seus equipamentos, cabos e infraestrutura de forma regular em locais estratégicos que permitam a cobertura de suas redes, garantindo a segurança e prevenindo vulnerabilidades que possam levar a rompimentos de cabos e outras ocorrências. Sem elas, os provedores podem enfrentar dificuldades na manutenção da qualidade e expansão do serviço oferecido, além do risco de multas, sanções e remoção dos cabos clandestinos ou implantados de forma irregular, o que prejudica a imagem e credibilidade dos provedores no mercado.


As resoluções conjuntas da ANATEL e ANEEL, a Lei Geral das Antenas e outras iniciativas tentaram dar um norte para o setor, padronizando valores e procedimentos do compartilhamento de infraestrutura de postes, porém com pouco impacto. É compreensível que haja remuneração aos detentores responsáveis pelos postes - as distribuidoras de energia elétrica - mas qual seria o preço justo? Em algumas regiões, os valores cobrados são elevados, sendo objetos de judicialização em alguns casos. Do ponto de vista documental, algumas distribuidoras fornecem sua base de postes sob consulta, enquanto outras exigem um verdadeiro as built da própria rede elétrica, evidenciando a falta de um modelo global de gestão que padronize e considere todos os fatores envolvidos.


Apesar de receberem por isso, as distribuidoras não fazem a devida gestão e controle da instalação e manutenção dos cabos de telecomunicação, resultando no emaranhado e poluição visual presente na maioria das cidades. Cabos soltos, baixos e com a catenária irregular são responsáveis por diversos acidentes graves, que vem forçando o poder público a exigir um reforço de fiscalização pelas distribuidoras de energia. Diversas ações, como corte de cabos irregulares, já estão em andamento.


Outro fator de urgência na regularização é a quantidade limitada de ocupações disponíveis nos postes. Muitas distribuidoras já estão rejeitando novos projetos, inviabilizando um novo cabeamento ou expansão de forma regular. Um grande advento do mercado que surgiu dessa dificuldade é a rede neutra, que consiste em uma empresa que aluga parte de uma rede já existente de uma outra empresa, sem precisar arcar com a criação e manutenção de uma nova rede.


Muitos provedores acreditam que as ocupações se referem apenas a cabos ópticos, mas não. Cabos telefônicos também precisam ser licenciados. É aí que grandes operadoras se apressaram em criar empresas responsáveis por difundir a rede neutra em todos os estados. Quando a rede neutra for uma realidade, e todos os provedores estiverem regulares, o seu será um deles? Lembrando que os provedores regulares têm o privilégio de requerer a retirada dos cabos irregulares.


Nos movimentos de fusões e aquisições que temos acompanhado nos últimos anos, a documentação e regularização da rede é tida como grande fator de valorização de um provedor, ao lado da carteira de clientes e da qualidade dos fornecedores, aumentando, em média, mais de 100% o valuation de cada cliente em um provedor regularizado.


Se você provedor, ficou surpreso e pouco confortável diante desse cenário, com a chancela de mais de 40 mil quilômetros de redes projetadas, documentadas e regularizadas em todo o Brasil, posso afirmar que ter sua rede certificada é investimento e garantia de permanência no mercado.


Mário Rodrigo de Lira Pinto Head de PRO e PMO – Smart Services mario.rodrigo@smartservices.solutions






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